quarta-feira, 13 de agosto de 2008

"Acorde!"

Acorde!
Não tenha dó da minha essência de querer.
Jamais una a maré diante da minha presença,
Como a minúcia que me guia nessa larga escalada.
Fáça do brio, algo distante do seu sustento.
O pôr do sol nunca mais será o mesmo sem você,
E lá está o desafino da minha discrepância.
A última nota dessa melancólica harmonia,
Viaja com o mesmo complemento indicando o centro.

by: Ikeda (Ike's Memories)


Véi'! Que lindo isso...

"Amizade em Termos"

"Em termos de...
Música, eu diria que amizade vai além de uma oitava."

by:
Ikeda (Texto completo)


Depois de ter lido isso não pude deixar de fazer uma postagem aqui!!!

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Parábola Taoísta - O Mestre Arqueiro

"Conta-se que um grande arqueiro treinou seu discípulo até a perfeição nessa arte e então lhe disse: "Agora se esqueça de tudo o que sabe sobre isso." Durante vinte anos o discípulo ia ao mestre mas esse nada dizia; então o discípulo precisou esperar pacientimente. Aos poucos ele se esqueceu de tudo o que sabia sobre arcos e flechas... Vinte anos é muito tempo, e ele já estava ficando velho.
Então, um dia, ele veio e, ao entrar na sala do mestre, viu um arco, mas não reconheceu o que era aquilo. O mestre foi até ele, abraçou-o e disse: "Agora você se tornou um arqueiro perfeito; você se esqueceu até mesmo do arco. Agora vá lá fora e olhe os pássaros voando e, apenas com a idéia de que eles deveriam cair, eles cairão."
O arqueiro foi para fora e não pode acreditar; ele olhou uns doze pássaros voando, e eles caíram imediatamente no chão. O mestre disse: "Agora não há mais nada a ser feito. Eu estava apenas lhe mostrando que, quando a pessoa se esquece da técnica, só então ela se torna perfeita. Agora o arco e a flecha não são mais necessários; eles são necessários apenas para os amadores".

Retirado do livro: "TAO - Sua história e seus ensinamentos; Osho"


quarta-feira, 23 de julho de 2008

Abre o olho, Kiko!!!

Em vão a noite, procurei lembrar-me de algumas idéias passadas por filmes, músicas, textos e vários outros meios. É interessante a gama quase infinita de informações que circulam a nossa volta, que invade nossas vidas, que alteram nossos pensamentos e ações; da quantidade de conceitos, regras, filosofias, funções, ditados, expressões... que em algum momento faz a pessoa indagar-se: qual delas é verdade? Qual é a definição de verdade?! Se há realmente algo verdadeiro, então existe algo não verdadeiro?!?! Ilusões?!?!?! Em meio de tanto caos informativo as pessoas são facilmente manipuladas, enganadas, corrompidas; destruídas. Tornam-se indivíduos sem esperanças e desacreditados; pessimistas... Niilistas!!!
Mas não é por isso que devemos nos tornarmos céticos eloquentes, pessoas que só creêm com bases empíricas e na comprovação científica; ou até mesmo tornarmos em religiosos fanáticos. Apesar de sermos criados em bases conceituais do senso comum, construídos por bases patriarcais, matriarcais e/ou religiosas, formados por instituições de ensino... devemos criar nossos próprios princípios e enraizá-los de tal forma que não seja tão fácil sermos manipulados. Não digo ao ponto de sermos inflexíveis e tiranos, porém ao ponto de pelo menos estarmos com os olhos abertos!
E novamente, tenho a intuição de alguém pensando: "e o Kiko?!" É, realmente a ignorância pode trazer alguma paz interior e uma felicidade duvidosa, mas o conformismo ignorante corroe... e pra caralho!!!


Fernando Neves

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Sem título

Como sempre,
Hoje foi como ontem:
Estático, monótono... triste!
Geralmente,
Assim tenho os dias. Mas, sabe...

Cansei de estar cansado.
Agora, não quero mais saber!
Nem me venha com aqueles, aqueles...
Sermões. É, aqueles blá-blá-blás!
E sim, eu tô com uma puta falta, falta de...
Inspiração! É, acho que é...


Fernando Neves

(Além do Desvaneio: Versos Poéticos)

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Mesmice

As vezes nem damos conta do tempo,
Presos nessa mesmice inerte; conformista!
Até os verbos tem idéia de estaticidade.
Ficamos, somos... estamos(Presos!).
E os verbos com sentido de ação?!
Sempre a mesma coisa!
Sem movimento, sem transformação, sem emoção...
Acorda, levanta, sai, volta e dorme.
Acorda, levanta, sai, volta e dorme.
Acorda, levanta, sai, volta e dorme.


Fernando Neves

terça-feira, 13 de maio de 2008

E o Kiko?

Acorda, levanta, escova os dentes, joga água no rosto e talvez toma um café da manhã. Depois trabalha, estuda ou simplesmente não faz nada. Desce a noite e... AH, CHEGA! Não quero repetir tudo isso em novas linhas e parágrafos tão cansativos e monótonos quanto nosso próprio cotidiano.

Sendo irônico e precipitado, as vezes penso que os melhores dias são aqueles em que as coisas começam a dar tudo errado. Fico até um tanto mais pensativo, quando sinto a necessidade de refletir no que aconteceu, o que talvez poderia ter acontecido... chegando até cogitar situações ridículas e engraçadas. E então concluo: esses dias são os mais diferentes, originais e provocam muita reflexão intrapessoal, pois os improvisos e situações embaraçosas confrontam-se!

Interessante é essa nossa capacidade de hipotetizar situações, planejar outras... sonhar. Atribuímos então em meio de todos esses possíveis planos uma meta, um objetivo. E generalizando tudo isso temos o denominado Destino. Chegamos até atribuir relações místicas a esse meio e postular em doutrinas a Predestinação. Pergunto-me se o sentido de tudo isso está realmente atrelado por um destino predeterminado para cada ser. Se estamos sobre influência de deuses, forças superiores e mentes universais. Ou até se existe um equilíbrio natural do mundo. A influência de doutrinas teísta e ateístas nos coloca em um meio extremamente caótico cheio de controvérsias e ceticismo.

O que me corroe com Ira e Angústia é indagar o sentido de tudo isso, sentido da vida, sentido de estarmos aqui criando idéias, conceitos, regras; e ao fim não chegar a uma conclusão completa e verdadeiramente compatível as necessidades do meu ser. Passamos, então, décadas e mais décadas criando filosofias, buscando idéias e inspirações nos pensamentos de antepassados, idealizando estilos de vida... sendo que tamanha diversidade não é o bastante para satisfazer meu ser de apenas uma pergunta: "Qual é o sentido de tudo isso?".

E depois de todo esse projeto de fluxo de consciência alguém pode se perguntar: "E o Kiko?". Bom, voltemos a Caverna que lá as sombras nos preza de alguma ignorância feliz.


Fernando Neves